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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Respiração yogue e clareza mental

"Enquanto há respiração no corpo, há vida.
Quando a respiração partir, partirá também a vida. Por essa razão, discipline a respiração."
Hatha Yoga Pradipika - extraído deste texto yogue clássico, escrito pelo sábio Swatmarama, provavelmente entre os séculos 6o e 15o d. C..

O termo "disciplinar" a respiração relaciona-se ao pranayama, que siginifica conhecer e dominar o prana (bioenergia vital) e suas dimensões através do ritmo da respiração por práticas austeras e delicadas comumente chamadas de "exercícios respiratórios". A respiração humana é desregrada seguindo a inquietação das emoções e dos pensamentos dispersos. Quando o praticante aprofunda-se nesta prática dos pranayamas ocorre uma estabilização do prana, que poderíamos entender como menos desperdício desta energia vital, menos agitação interna dos sentidos, menos conflitos internos, mais concentração, mais calma, mais clareza mental.

Texto extraído do site: http://blogdoyogue.blog.uol.com.br/

sábado, 7 de março de 2009

Exercício para equilíbrio dos chakras

Esta visualização pode ser praticada todos os dias.

Sente-se numa posição confortável. Feche os olhos. Respire algumas vezes procurando relaxar o corpo. Aquiete-se. Apenas sinta sua respiração e seu contato com o chão. Sinta a partir da base do seu corpo a sua respiração subindo pela sua coluna e por dentro do seu corpo, e fluindo pelo topo da sua cabeça como uma cascata de luz ao seu redor. Enquanto você inspira, você traz energia da terra, levando luz por dentro do seu corpo até o topo da sua cabeça. E enquanto expira, a energia sai pela sua cabeça como uma cascata de luz por toda a circunferência do seu corpo. Inspire e preencha-se de vida, encontre extensão, expansão. Expire e encontre conexão com o chão, com a terra, aprofunde, relaxe, libere as tensões, deixe ir tudo que não te serve mais.

Comece a prestar atenção no chakra da base da sua coluna, e visualize a cor vermelha. É nessa área que desenvolvemos estabilidade, segurança, sobrevivência. Sinta-se completamente acolhido pela terra. Sinta que tudo que você precisa está em você e a sua volta. Sinta suas pernas absorvendo vitalidade, estabilidade, autoconfiança. Deixe que essa bola de luz vermelha se transforme em perfeição, bem onde seu corpo se conecta com a terra. Deixe que qualquer medo ou dúvida se dissolva. Então traga essa energia vermelha para cima, por dentro do seu corpo, até a cabeça e saindo como uma cachoeira a sua volta.

Volte sua atenção para o ponto um pouco abaixo do seu umbigo. Visualize a cor laranja. Essa é a região da criatividade, da sensualidade, das finanças. Veja você mesmo em perfeição. Veja essa luz laranja permitindo você estar bem, aceitando sua sensualidade, sua sexualidade. Deixe ir embora qualquer medo, culpa, vergonha. Libere qualquer padrão de repressão. E comece inspirar essa energia laranja para cima, passando pelo seu coração, sua garganta, e saindo como uma cascata pelo topo da sua cabeça.

Agora foque sua atenção num ponto um pouco acima do seu umbigo e visualize a cor amarela. Esse é o seu centro da vontade. Veja-se na sua verdade. Libere a necessidade de controlar. Tenha o entendimento de sua própria identidade. Deixe a luz amarela expelir qualquer dificuldade em saber quem você é. Apenas sinta. Libere qualquer necessidade de controle. E então traga a luz amarela para cima passando pelo coração, pela garganta e saindo pela sua cabeça numa cascata ao redor do seu corpo.

Leve sua atenção ao seu coração. Visualize uma vasta cor verde se expandindo pelo seu coração e pulmões. Sina amor incondicional e compaixão por você mesmo. Esse é o lugar onde nos conectamos com o mundo. Sinta-se banhado na energia de perdão. Sinta o amor mais profundo que você gostaria que alguém sentisse por você. E de esse amor para você mesmo primeiro. Enquanto você expira deixe essa energia se expandir em gratidão por toda célula, átomo, molécula. Espalhe essa luz até o topo da sua cabeça e deixe a energia fluir numa cascata ao seu redor.

Agora traga sua atenção a sua garganta. Visualize uma cor azul clara brilhante. Essa é a área em que nós comunicamos nossa verdade para o mundo. Deixe qualquer medo, inibições e julgamentos se dissolverem. Saiba que sua verdade está aí pronta para se expressar livremente. Deixe esse azul subir pela sua garganta, pela sua cabeça e sair como uma cascata sobre você.

Traga sua atenção para o seu terceiro olho, entre suas sobrancelhas. Visualize uma luz índigo, azul escuro, se expandindo. Essa é a região que nos conecta com nossa sabedoria interior, autoconhecimento, intuição. Se conecte com esse lugar que está além da realidade física. Veja-se capaz de se transformar. Saiba que nós criamos nosso destino, criamos nossa realidade com nossa mente. Permita-se alinhar com aspectos de você mesmo que são capazes de sentir outras dimensões, ver além dos 5 sentidos. Novamente deixe essa energia sair pelo topo da sua cabeça, todas as cores banhando e lavando seu corpo como uma cachoeira de arco-íris.

No topo da sua cabeça visualize uma cor lilás. Visualize uma coroa de 1.000 pétalas de lótus. Visualize-se numa qualidade majestosa. Saiba que é seu direito de nascença se sentir total, perfeito e completo. Sinta-se capaz de receber os presentes do universo. Veja-se nessa luz com todas as cores do arco-íris e aproveite sua infinita jornada interior.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Feliz na própria pele

A Yoga, ao contrário de outras atividades físicas, enfatiza a auto-aceitação, que é algo esquecido por aqueles que não gostam de seu próprio corpo.

A programação da nossa mente (eu não sou bonito(a) o suficiente, magro(a) o bastante, alto(a) o bastante) é construída ao longo dos anos até que ela se torna praticamente a única estação de rádio tocando na nossa cabeça. Por mais estranho que pareça, o corpo que nos mantém vivos, que nos nutre, começa a receber em retorno apenas o nosso desprezo.

A yoga não é um milagre, mas ela nos possibilita reconhecer o milagre no qual habitamos, nos possibilita mudar de um mundo que enfatiza a beleza física e a forma corporal ideal para outro mundo que nos ensina a honrar o poder que nosso corpo nos oferece.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A fumaça de um incenso é pior do que a de um cigarro

Esta matéria foi retirada de um importante site de Yoga no Brasil: http://www.yoga.pro.br/artigos.php?cod=727&secao=3023

Caros navegantes yogis,
Namastê! Não faz parte da política editorial deste website republicar notícias veiculadas na mídia que possam estar relacionadas ao Yoga. Não obstante, neste caso, ficamos alarmados com esta notícia, uma vez que todos sabemos o quanto o uso do incenso é difundido nas escolas de Yoga.

É verdade que quase a totalidade dos incensos baratos que se conseguem no Brasil são tóxicos. Às vezes, nós sentimos fortes dores de cabeça que podem estar vinculadas com o uso destes incensos de qualidade duvidosa. Ao que parece, não se fazem mais incensos como antigamente.

Um pacote do incenso que nós trazemos da Índia para nosso uso pessoal, custa mais caro lá do que os incensos importados aqui. Não é um bom negócio, ao que parece, trazer incenso de boa qualidade, já que o preço ficaria proibitivo e a concorrência é grande.

A receita tradicional do agarbatti, incenso indiano em forma de vareta, que é o mais popular aqui no Brasil, inclui ingredientes como estrume seco, ghee, resinas nobres e ervas medicinais e aromáticas e um longo e lento processo artesanal de elaboração.

No entanto, comerciantes desonestos perceberam que nós aqui não entendemos muito do assunto e assim, fomos invadidos nos últimos tempos por uma enxurrada de incensos industriais que, quase sempre, deixam bastante a desejar. Não é pelo fato do incenso ser fabricado na Índia, que ele é necessariamente de boa qualidade.

Como solução alternativa para purificar ambientes, propomos o uso de aromatizadores elétricos ou com vela, que purificam o ambiente através da vaporização de óleos essenciais naturais. Mesmo assim, tenha cuidado na escolha desses óleos essenciais, pois alguns deles são químicos e podem produzir os mesmos efeitos tóxicos dos incensos de má qualidade.

Seguem abaixo as duas notícias publicadas respectivamente nos websites da Veja e da Folha de São Paulo.
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A fumaça de um incenso é pior do que a de um cigarro
Da Veja Online

Uma avaliação realizada pela Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, aponta que a fumaça de um incenso pode ser mais prejudicial à saúde do que a de um cigarro. Ao pesquisar os componentes da fumaça de cinco marcas, a associação observou que todos os produtos exalam substâncias altamente tóxicas.

Divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo neste domingo, o teste revelou que, queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno contida em três cigarros – algo em torno de 180 microgramas por metro cúbico. O benzeno é uma substância cancerígena. Outro vilão encontrado no incenso foi o formol, altamente concentrado – cerca de 20 microgramas por metro cúbico –, que irrita as mucosas e provoca reações alérgicas em muita gente.

De acordo com a Pro Teste, o consumidor não sabe como os incensos são feitos e quais substâncias está inalando. Não há no Brasil nenhuma lei que obrigue os fabricantes e importadores do produto a informarem o comprador. Diz a reportagem do jornal que nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem.

Preocupada com os usuários brasileiros que costumam queimar um incenso pensando que estão purificando o ambiente, a Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde. Pede ainda que a agência elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Publicado originalmente em 9 de março de 2008 no website http://www.vejaonline.com.br/.

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Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde
CLÁUDIA COLLUCCI, da Folha de S.Paulo, em Brasília

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno --substância cancerígena-- contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.

As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.

Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.

"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."

A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Consumidora
"Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem", diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. "Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto", diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.

Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.
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Publicado originalmente em 9 de março de 2008 no website http://www.folha.com.br/

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Tadasana

Tadasana, a postura da montanha, é a posição mais básica do Yoga. É em geral a posição inicial para todos os outros asanas em pé. Esta posição ensina o alinhamento correto e pode ser uma prática excelente para melhorar a postura e alongar o corpo.

Fique em pé com as laterais dos dedões se tocando e os calcanhares levemente separados (se você se sentir desequilibrado, afaste um pouco os pés). Levante os dedos dos pés e abrindo-os volte a apoiá-los no chão. Sinta as solas dos seus pés conectadas com a terra, enquanto traz energia para cima pelas suas pernas, firmando os músculos das suas cochas e erguendo o peito. Enquanto você se enraíza através dos seus pés, deixe o topo da sua cabeça se estender em direção ao teto, alongando sua coluna e relaxando o sacro em direção ao chão, com os quadris encaixados. Deixe os joelhos afrouxados, sem travá-los.
Olhe suavemente em direção ao horizonte, com o queixo paralelo ao chão e o rosto relaxado. Relaxe os ombros e afaste-os das orelhas. Deixe os braços relaxados, estendidos ao longo do corpo. Respire algumas vezes, lenta e profundamente. Conecte-se com você mesmo, peceba seus pensamentos, sentimentos e energias e procure tranquilizá-los. Sinta a estabilidade e a serenidade da postura da montanha.

Você pode praticar esta postura em qualquer momento do dia – experimente enquanto espera em alguma fila!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Chakras


Os chakras são centros psíquicos que regulam a entrada e saída de energia do nosso corpo, mantendo todo nosso corpo e mente trabalhando juntos.

São pontos de ligação entre vários planos (físico, mental, emocional). Eles se abrem ou se fecham de acordo com nossos pensamentos e sentimentos. Cada sensação, sentimento, pensamento e experiência que temos estão conectados a chakras específicos.

Os Vedas (textos indianos de aproximadamente 2.000 a. C.) contêm os mais antigos registros sobre chakras de que se tem notícia. Quando foram escritos, o Yoga já sistematizava o conhecimento e o trabalho energético dos chakras.

A palavra chakra vem do sânscrito e significa roda, disco, centro, plexo, pois os chakras se parecem com vórtices (redemoinhos), espirais que giram em alta velocidade, vibrando.

Existem milhares de chakras pelo corpo. Sete são os principais, começando da base da coluna até o topo da cabeça e cada um corresponde a uma das sete principais glândulas do corpo humano. Cada um destes chakras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais, emocionais e espirituais.

Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que o "prana" (energia) flua. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado, e disso resulta a doença. O estresse, por exemplo, pode descompensar os chakras.

Para que a mente, as emoções e o corpo físico trabalhem em perfeita harmonia, os chakras devem estar girando na freqüência correta.

O trabalho diário com as próprias energias, alinhando e balanceando os chakras traz melhorias em todos os aspectos da vida. Entre inúmeros benefícios, vitaliza o corpo físico, equilibra as emoções e traz clareza de pensamento, além de desenvolver autoconsciência.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Yoga e Aikido em Foz do Iguaçu

Práticas orientais chamam a atenção da comunidade

O GRESFI (Grêmio Esportivo de Foz do Iguaçu) oferece aulas de Hatha Yoga e de Aikido a preços acessíveis para a população.

As práticas já começaram este ano, atraindo pessoas que buscam mais qualidade de vida e saúde.

Grace Janino é praticante de AIKIDO há cerca de quatro anos e meio, e de YOGA há quase um ano. Ela define o tempo dedicado às aulas como “um momento especial, só meu, que me propicia autoconhecimento e desenvolvimento”.

Os professores Yuri Haasz e Sandra Caselato, que vieram de São Paulo há 6 anos e meio, consideram que essas duas atividades se complementam. “Enquanto o Yoga enfoca o desenvolvimento e a percepção interior, o Aikido prioriza o relacionamento interpessoal, e ambas visam o autodesenvolvimento e uma melhor qualidade de vida”, diz Yuri.


YOGA

Yoga é uma filosofia de vida que se originou na Índia há mais de 5.000 anos e atualmente tem cada vez mais se espalhado pelo ocidente. Yoga significa, em sânscrito, união, comunhão, junção ou fusão, e sua prática visa unir e integrar o corpo, a mente e as emoções.

Já nas primeiras aulas se pode perceber os benefícios do Yoga. A psicóloga Fátima Yahya começou a praticar para administrar melhor o estresse e melhorar o condicionamento físico. Ela considera que com o pouco tempo que pratica já adquiriu mais força, flexibilidade e alongamento: “Notei também que mudanças interiores começaram a acontecer. Por exemplo, consigo ter mais concentração e controlar melhor minha ansiedade”.

Patrícia Cassel pratica há quase um ano, e diz que “se encontrou” no Yoga: “O Yoga me ajuda na postura, na maneira correta de respirar, a ser mais paciente; e não é somente um exercício físico, é uma atividade que une o corpo, a mente e o espírito.”

A funcionária pública Iolanda Borba, que faz Yoga há dois anos, diz que a prática lhe trouxe mais calma. “Me sinto mais tranqüila e concentrada. Além do condicionamento físico a prática ajuda a combater o estresse”, comenta.

Segundo os professores, o Yoga proporciona relaxamento profundo, tranqüilidade mental, concentração, clareza de pensamento e percepção interior, além de fortalecer o corpo físico e desenvolver a flexibilidade. Também promove a massagem dos órgãos internos e das glândulas, coordena o sistema respiratório com o corpo físico, relaxa os músculos e a mente, estimula a circulação, e aumenta a provisão de oxigênio nos tecidos.


AIKIDO

O Aikido, conhecido como “a arte da paz”, é uma prática japonesa que tem como objetivo promover o autodesenvolvimento e o equilíbrio interno, buscando formas construtivas para resolução de conflitos.

De acordo com a Prof. Sandra, “apesar de ter suas origens nas artes marciais, o Aikido não visa vencer ou machucar ao outro. Através da cooperação, da não resistência, da aceitação e do respeito, sem imposição de força, o Aikido propõe um caminho para a harmonização”.

Os professores Yuri e Sandra, ambos com graduação 3º grau, são filiados à academia central mundial de Aikido em Tóquio, no Japão, e dão aulas em Foz do Iguaçu há mais de 6 anos.

O primeiro faixa-preta formado na cidade, Juneir Modesto da Silva, considera muito importante o embasamento filosófico que o Aikido proporciona, e afirma que a arte “serve como modelo para se resolver os conflitos nas interações do dia a dia”.

O engenheiro agrônomo Mozart Erichsen, que pratica há quatro anos, complementa que “o Aikido não é só o treino no tatami. Eu consigo associar minha vida diária com a filosofia do Aikido e me equilibrar melhor, vivenciar experiências diferentes e mais profundas”.

Emilio Matsunaga, cirurgião dentista, vem de Medianeira especialmente para as práticas. Segundo ele é um prazer vir treinar, apesar da distância. “No Aikido eu cuido do meu corpo, da minha mente e do meu espírito. E a turma é muito legal, é como uma família”, comenta.

De acordo com o professor Yuri, “o Aikido é um caminho para desenvolver o espírito de paz que nos faz enfrentar nossa própria agressividade e desfazê-la, nos tornando pessoas mais equilibradas e corajosas”. O professor também diz que “a batalha que se busca vencer no Aikido é interna, fazendo prevalecer nosso lado pacífico e cooperativo sobre nossos instintos agressivos e egoístas”.

SERVIÇO

As aulas ocorrem no GRESFI (Grêmio Social e Esportivo de Foz do Iguaçu), na Avenida Juscelino Kubitscheck , 1.872. As aulas de Yoga ocorrem 2ª e 4ª feira das 19h às 20h15, e a mensalidade é R$ 50,00. Os treinos de AIKIDO acontecem 2ª e 4ª feira das 20h30 às 22h, com mensalidade de R$ 70,00. Mais informações pelos telefones: (45) 3028-8674 / 8801-4572.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Meditação

A meditação no yoga tem como objetivo provocar o relaxamento mental e físico e liberar a mente de tensões e complexos arraigados. Segundo Saraswati (1962, p. 24), em Yoga a meditação “[...] é definida como um processo de conscientização através do qual tentamos atingir o ponto mais alto de nosso ser. Na meditação, a pessoa procura adquirir um completo conhecimento de si mesmo e tenta treinar e coordenar as infinitas potencialidades da própria mente”.

Todas as técnicas de meditação no yoga têm o objetivo de conduzir o indivíduo de pratyahara (desligamento dos sentidos) até dharana (concentração, convergência), quando então a meditação pura (dhyana) poderá advir espontaneamente. De acordo com Saraswati (1962, p. 25), para desenvolver o poder de meditação temos de nos submeter a um processo de relaxamento que só é atingido totalmente através do desligamento completo do ambiente exterior para um mergulho profundo em si mesmo.

Quando se atinge pratyahara (desligamento dos sentidos), a mente se encontra concentrada em um ponto e o desafio é mantê-la presa a esse ponto ao mesmo tempo em que há a conscientização interior. Para que o indivíduo não adormeça e o consciente se mantenha restrito a uma área limitada, escolhe-se um símbolo psíquico como objeto de concentração, que será imaginado. Esse símbolo deve ser um objeto, ter uma forma determinada e não ser apenas uma idéia abstrata. Pode ser, por exemplo, uma figura humana, uma flor de lótus, o símbolo de um chakra, um ovo dourado ou uma simples mandala.

Porém, especialmente no início, quando se tenta a concentração num símbolo psíquico ou numa imagem, muitas outras imagens aparecem perturbando e distraindo a atenção. Essas imagens são samskaras ou impressões que constituem os elementos de nosso ego mental (inibições, complexos, repressões, medos, etc.), que são a causa de nossas tensões profundas e da constante inquietude da mente, e ficam bem no fundo de todos os nossos comportamentos na vida diária, condicionando nossos pensamentos e experiências e nos compelindo a responder a eles de forma previsível. Esses elementos emocionais subconscientes estão sempre no limiar de nossa mente emergem assim que se atinge o relaxamento físico e mental. Na yoga, ao contrário da psicologia moderna, não é necessário ou desejável analisar essas impressões, que devem ser eliminadas para que se alcance uma profundidade maior de meditação (SARASWATI, 1962, p. 26).

O meio de se libertar dessas impressões ou samskaras é através da consciência sem envolvimento, apenas contemplando-as como numa tela de cinema, como simples espectador. Dessa forma, um dia as imagens cessam de vir à tona, atingindo-se o estado de meditação pura (dhyana).

Bibliografia

SARASWATI, Paramhansa Satyananda. Yoga-nidra. Munger, Bihar : Bihar School of Yoga, 1962.

Yoganidra


O Yoganidra é uma das técnicas de meditação mais úteis para o homem moderno, pois é um método eficiente para provocar completo relaxamento físico, mental e emocional. Segundo a filosofia Hindu esses três tipos de tensões (muscular, mental e emocional) são responsáveis por todas as aflições da vida moderna, originando doenças, inibições, complexos, ansiedades, etc. (SARASWATI, 1962).

Yoga significa, em sânscrito, união, convergência, e nidra corresponde de maneira geral a relaxamento. Então, Yoganidra quer dizer “relaxamento por meio da convergência da mente para um ponto” (SARASWATI, 1962, p. 17).

O relaxamento é alcançado pela interiorização e afastamento das sensações exteriores, porém mantendo a consciência, sem dormir. Assim, pode-se dizer que Yoganidra é um processo de relaxamento consciente, composto de várias etapas, cujo objetivo é o equilíbrio físico, mental e emocional.

O Yoganidra traz diversos benefícios aos seus praticantes. Segundo Ribeiro (2007) a Bihar School of Yoga tem várias pesquisas sobre os efeitos positivos do Yoganidra nas desordens psicossomáticas e no estresse e seus sintomas como: insônia, fibromialgia, desordens do aparelho reprodutivo, asma, doenças cardiovasculares e disfunções gastrintestinais. Existem vários outros benefícios alcançados com a prática. No nível físico, é possível sentir a diferença na disposição e no rendimento alcançado já nas primeiras vezes. No nível emocional, aumenta as sensações de estabilidade e de confiança. No nível mental, graças ao cultivo da atenção e da vontade, o praticante aprende a desenvolver um estado particular de atenção, um foco mental claro. Outros benefícios da prática: recuperação rápida da fadiga, melhora no funcionamento do sistema orgânico em geral, a correção dos transtornos produzidos por hiperatividade ou por tensão, disposição física, psíquica e mental, além de tranqüilizar a mente e aumentar a criatividade.

Segundo Satyananda (1962, p. 18), o Yoganidra pode transformar a vida do praticante numa continua expressão de bem-estar e alegria, porque “[...] as pessoas que sabem relaxar, trabalham com mais eficiência, gozam a vida em sua plenitude e se relacionam melhor com os outros. Enquanto a tensão leva ao desperdício de energia e raciocínio, um relaxamento verdadeiro nos dá a recuperação do poder mental e físico e, além disso, nos permite direcionar esse poder para o ponto que desejamos. Assim, Yoganidra fortalece nossa vontade e nos auxilia a encontrar novos horizontes para nossa vida”.

O Yoganidra convém inicialmente ser praticado sob orientação de um instrutor, mas pode ser facilmente aprendido e praticado pelo aluno sozinho, sem um professor. Na verdade, durante a prática, o indivíduo desempenha simultaneamente o papel de instrutor de si mesmo e de aprendiz.

O Yoganidra provoca sucessivamente o relaxamento físico, emocional e depois mental através da seguinte seqüência básica:

1- Preparação – o ideal é praticar o Yoganidra deitado de costas no chão na postura de shavasana. Porém, caso o praticante ache que vai dormir, pode se manter sentado. Focalizar sua atenção no objetivo do Yoganidra, com uma sugestão positiva para si mesmo. Mentalizar que nenhuma parte do seu corpo se moverá e que não dormirá durante a prática. Deve-se remover todas as preocupações, tensões e conflitos e permitir que sua mente se aquiete.

2- Relaxamento – o praticante deve soltar todas as partes do corpo, desde os pés até a cabeça e conscientizar-se da importância da imobilidade absoluta.

3- Resolução ou propósito (sankalpa) – sankalpa pode ser traduzido como uma resolução ou uma determinação que o praticante faz em relação ao seu direcionamento na vida. Deve ser algo simples, que surge por si mesmo. Deve ser breve, positivo, em linguagem simples e no presente. Exemplos: “Mantenho saúde perfeita”; “Sou positivo e dinâmico”; “Sou leal a mim mesmo”. Deve-se repetir mentalmente a resolução por três vezes usando as mesmas palavras.

4- Rodízio de conscientização – se concentra toda a atenção em cada parte do corpo através de um rodízio de conscientização. O praticante deve tocar mentalmente cada parte do seu corpo seguindo sempre a mesma seqüência.

5- Respiração – contagem de respiração com conscientização do umbigo, peito, garganta e narinas

6- Visualização de imagens – o praticante deve visualizar mentalmente uma seqüência de imagens nomeadas pelo professor.

7- Resolução ou propósito (sankalpa) – a resolução ou determinação deve ser repetida novamente usando as mesmas palavras.

8- Término – o praticante volta sua atenção para a passagem do ar pelas narinas. Percebe o espaço onde se encontra e o contorno do seu corpo. Espreguiça o corpo todo, piscando algumas vezes. A prática do Yoganidra está completa.


Aulas de Yoganidra no GRESFI (Grêmio Social e Esportivo de Foz do Iguaçu) - Av. JK, 1.872
6a feira das 19h às 20h
F: (45) 3028-8674



Bibliografia

RIBEIRO, Patrícia. A arte de relaxar: o Yoganidra permanece a ferramenta essencial para recuperar a disposição, melhorar a qualidade do sono e o foco mental. Revista Prana Yoga Journal, n. 5, 22 jun. 2007. Disponível em:
http://eYoga.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=364&idCanal=4
Acesso em: 19 out. 2007.

SARASWATI, Paramhansa Satyananda. Yoga-nidra. Munger, Bihar : Bihar School of Yoga, 1962.

Vídeo sobre Meditação

Parte 1:


Parte 2: